Laudo detecta medicamentos que podem causar sedação em corpo de jovem morto em caso de caseiro assassinado em Franca, SP

  • 05/11/2026

Suspeitos de homicídio em Franca (SP), Rafael Vitor Silva, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo, de 22, foram encontrados mortos em Sacramanto (MG) Redes sociais Um laudo toxicológico do Instituto Médico Legal (IML) de Minas Gerais identificou duas substâncias medicamentosas no fígado de Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22 anos, um dos jovens apontados como envolvidos na morte do caseiro Milton de Sousa Prado, de 44 anos, em Franca (SP). Guilherme foi encontrado morto em Sacramento (MG), em julho, em meio a uma investigação que também envolve o sequestro da família de Milton e o desaparecimento da filha dele, Maria Isabel Oliveira Prado. O exame detectou dosagens de antidepressivos e anticonvulsivantes que causam sedação. Segundo a Polícia Civil, o resultado reforça a versão apresentada por um tio de Maria Isabel de que ela teria planejado atrair Guilherme e Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa, de 18 anos, oferecer comida e bebida aos dois, dopá-los e depois matá-los. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Maria Isabel, de 21 anos, é investigada por suspeita de participação nas mortes dos jovens, encontrados em uma propriedade rural de Sacramento. Ela está desaparecida desde julho, quando também foi vítima do sequestro da própria família. A morte dela não foi confirmada. Agora no g1 Segundo o delegado Maurício Murari, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca, o laudo acrescenta um elemento à investigação sobre as circunstâncias dos homicídios. O que o laudo revelou O documento foi produzido pelo Instituto Médico Legal de Minas Gerais, a pedido da Polícia Civil de Sacramento. O exame teve início em 6 de setembro e analisou uma amostra de dez gramas do fígado de Guilherme. A análise identificou a presença de amitriptilina, medicamento antidepressivo, e carbamazepina, utilizada principalmente como anticonvulsivante e em outros tratamentos. Segundo Murari, as substâncias podem provocar sedação, especialmente quando associadas ao consumo de álcool. Para a Polícia Civil, o resultado é compatível com a hipótese de que Guilherme tenha recebido medicamentos antes de ser assassinado, mas ainda não esclarece como as substâncias chegaram ao organismo dele. O delegado também informou que o laudo necroscópico aponta que Guilherme morreu após ser atingido por golpes de faca. Maria Isabel Prado é investigada pela morte do próprio pai e dos envolvidos no crime Reprodução/EPTV LEIA MAIS Áudios indicam que ré ofereceu a própria casa como cativeiro de família de caseiro morto em Franca, SP, diz polícia Justiça torna 7 réus e decreta 5 prisões por sequestro de família de caseiro em Franca; mandante segue foragida Ameaças, coação, retaliação e vingança: como agiam mulheres que sequestraram família de caseiro morto em Franca, SP Suspeitos de assassinato de caseiro em Franca, SP, são encontrados mortos em MG Tio relatou suposto plano para dopar os jovens A suspeita de que Rafael e Guilherme tenham sido dopados antes dos assassinatos está relacionada ao depoimento de um tio de Maria Isabel, irmão do caseiro Milton de Sousa Prado. Segundo o delegado, o familiar declarou à polícia que Maria Isabel entrou em contato com ele após a morte do pai e afirmou que os dois jovens eram responsáveis pelo homicídio e estariam ameaçando sua família. Ainda conforme a versão apresentada pelo tio, Maria Isabel teria dito que pretendia atrair Rafael e Guilherme para um local, oferecer comida e bebida, dopá-los e depois matá-los. O homem também relatou que a sobrinha pediu ajuda para ocultar os corpos em Minas Gerais. Ele foi preso em Sacramento por suspeita de ocultação de cadáver. A Polícia Civil já investigava a possível participação de Maria Isabel nas mortes. O resultado do exame toxicológico, segundo o delegado, reforça essa linha de investigação, mas não esclarece, isoladamente, quem teria administrado os medicamentos. Polícia aguarda exames de Rafael A DIG ainda aguarda resultados de exames realizados no corpo de Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa, também encontrado morto em Sacramento. De acordo com Murari, o corpo estava em estágio de decomposição mais avançado do que o de Guilherme, o que exigiu exames complementares, incluindo análise de DNA. A polícia também espera o resultado toxicológico de Rafael para verificar se foram identificadas substâncias semelhantes às encontradas no organismo de Guilherme. Segundo o delegado, os resultados poderão ajudar a esclarecer as circunstâncias das mortes e a concluir a investigação sobre a autoria dos dois homicídios. Carro usado por Maria Isabel foi encontrado queimado em MG Reprodução/EPTV Assassinato de caseiro, sequestro e desaparecimento A investigação começou com a morte de Milton de Sousa Prado, assassinado a pauladas em 16 de junho, em uma chácara onde trabalhava como caseiro, em Franca. Segundo a Polícia Civil, a filha dele, Maria Isabel, admitiu ter chamado Rafael e Guilherme para dar um "susto" no pai. A agressão terminou com a morte do caseiro. Depois do crime, Rafael e Guilherme desapareceram. A polícia apura que pessoas ligadas aos jovens passaram a pressionar familiares de Milton para descobrir o paradeiro deles. Noemi Vitória de Sousa Rosa, Larissa Jhenifer Melo, Marcela Eduarda Melo de Paula, Ana Laura de Sousa Rosa Alves, Kauany Eduarda Melo Cruz e Kelly Cristina Queiroz Cardoso foram indiciadas em Franca, SP Divulgação Em julho, Maria Isabel, a mãe dela, a irmã adolescente e uma sobrinha recém-nascida foram sequestradas e levadas a diferentes imóveis de Franca. No dia 7 de julho, a Polícia Civil resgatou três das vítimas de um cativeiro no Jardim Aeroporto III. Maria Isabel havia sido separada das demais e levada para outro local antes da chegada dos policiais. Os corpos de Rafael e Guilherme foram encontrados posteriormente em Sacramento. O carro de Maria Isabel também foi localizado completamente queimado em uma propriedade rural próxima a Ibiraci (MG). A Justiça tornou sete pessoas rés pelo sequestro e cárcere privado da família. Em outubro, um segundo inquérito apresentou áudios que, segundo a DIG, reforçam a suspeita de participação de uma das rés na organização e manutenção do cativeiro. Homem preso por fazer segurança de cativeiro em Franca, SP Lindomar Cailton/EPTV A Polícia Civil também investiga uma possível participação de integrantes de uma facção criminosa no sequestro e no desaparecimento de Maria Isabel. Essa ligação ainda não foi comprovada. De acordo com o delegado Gabriel Fernando, as investigações sobre as mortes de Rafael e Guilherme e sobre o desaparecimento de Maria Isabel continuam, com diligências e resultados de perícias pendentes. Maria Isabel permanece desaparecida, e a Polícia Civil ainda não esclareceu o que aconteceu com ela após o sequestro. Leia mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/11/05/laudo-detecta-medicamentos-em-corpo-de-jovem-morto-em-caso-que-envolve-assassinato-de-caseiro-e-sequestro-de-familia-em-franca-sp.ghtml


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